CONFIRA OS RESULTADOS DO PROJETO “DAS TERRITORIALIDADES TRADICIONAIS ÀS TERRITORIALIZAÇÕES DA AGROECOLOGIA…”

O projeto “Das territorialidades tradicionais às territorializações da Agroecologia: saberes, políticas de natureza em comunidades rurais tradicionais do Paraná“, coordenado pelo Prof. Dr. Nicolas Floriani (UEPG/CASLA) e financiando pelo CNPq,  encerrou suas atividades oficialmente em dezembro de 2020.

Convidamos você, nesse sentido, para que conheça os objetivos e alguns resultados positivos do projeto, também relatados em vídeo pelo seu Coordenador.

OBJETIVO

Este projeto buscou compreender em que medida a Agroecologia pode servir de dispositivo promotor de autonomias socioambientais em comunidades rurais tradicionais, isto é, que dimensões (tecnológicas, organizacionais e simbólicas) desse modelo produtivo alternativo poderiam mobilizar capacidades socioecológicas (patrimônio biocultural) de territórios/estabelecimentos familiares para produzir alternativas locais de/ao desenvolvimento rural. A ideia foi elaborar indicadores de potencialidades organizativas/produtivas condizentes com as realidades locais que pudessem apontar para a importância das dimensões social, econômica e cultural na adoção de novas tecnologias e como elas podem ou não induzir os sistemas socioterritoriais a novos arranjos locais e regionais entre os atores (academia, poder público municipal, organizações sociais), ressignificando as estratégias por construção de autonomias.

ENGAJAMENTO COMUNITÁRIO E A FORMAÇÃO DE REDES ASSOCIATIVAS LOCAIS 

Em termos de formação de redes acadêmicas e de atores sociais regionais, o projeto possibilitou o desenvolvimento de novos arranjos institucionais regionais entre atores públicos (prefeituras), universidades, comunidades , ONGs e agentes públicos de extensão rural e ambiental.

Para tanto, a rede de atores locias e regionais (Academia, agentes públicos municipais, ONGs e comunidades) buscou trabalhar juntamente com agricultores e agricultoras faxinalenses, quilombolas, caiçaras e e famílias de agricultores tradicionais dos Municípios de Imbituva, Ponta Grossa, Imabú, Pontal dedo Paraná e Rebouças.

O grupo de pesquisa Interconexões e seus parceiros institucionais (CASLA, IEEP, COODESAFI, ASAECO, UEPG, IFPR-Paranaguá, IFPR-Irati, UNICENTRO-Irati, AS-PTA, Prefeituras Municipais de Imbaú, Rebouças,  Imbituva, técnicos da EMATER  de cada município, o então Instituto Ambiental do Paraná)  procuraram compreender os aspectos da vida cotidiana dos estabelecimentos familiares.

Os diagnósticos buscaram evidenciar  a capacidade de organização da comunidade, a existência de lideranças que trabalhavam anteriormente com agroecologia, o empreendedorismo de mulheres e jovens agricultores, a intenção positiva com as agências públicas municipais – principalmente no tocante ao auxílio ao acesso a circuitos alternativos de comercialização (ex. feiras regionais), e acesso à transporte para o escoamento de produtos. Isto é, que fatores seriam determinantes para o sucesso da adoção desse modelo produtivo de base ecológica.

OUTROS RESULTADOS IMPORTANTES

O projeto coordenado pelo Prof. Dr. Nicolas Floriani (UEPG) que constitui também o Programa de pesquisa e extensão UNITINERANTE (Universidade Itinerante dos Direitos Humanos, da Natureza, pela Paz e o Bem Viver, coordenado pela Casa Latinoamericana (CASLA) – produziu resultados importantes do ponto de vista científico como sociais.

Em termos científicos, a pesquisa permitiu a elaboração de indicadores e parâmetros inovadores para a região do centro-sul paranaense no que tange ao processo de territorialização de projetos alternativos, condizentes com a sociobiodiversidade regional. Tais resultados foram publicados da na revista internacional POLIS, sob o título “Ecologia das práticas e dos saberes para o desenvolvimento local: territórios de autonomia socioambiental em algumas comunidades tradicionais do centro-sul do Estado do Paraná, Brasil”.

Ademais da formação de uma rede de atores locais na Região dos Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná, a valorização de práticas produtivas tradicionais (agrobiodiversidade local) e de novas práticas produtivas agroecológicas (agrofloresta, agricultura orgânica e meliponicultura convergiram em esforços para a criação de uma Marca (selo) de produtos de origem geográfica e de circuitos alternativos de comercialização.

O projeto encerra-se apenas formalmente, mas os resultados e os esforços de constituição de uma rede regional de famílias agroecológicas tradicionais continuam no projeto “Núcleo de Estudos e Capacitação Socotécnica em Agroecologia de comunidades rurais tradicionais em Territórios Faxinalenses do Paraná”.

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